Um começo

Às vezes eu me vejo rindo de mim mesma, das minhas contradições e inseguranças. Eu só comecei a perceber o quão confusa era a partir dos meus escritos postados nesse blog. Em intervalos curtos de tempo vou de um extremo ao outro, com pensamentos e estados de espírito controversos. Paro e penso, isso é natural? É normal da natureza humana essas inconstâncias não confortáveis? Não sei responder a esse questionamento, pois já tenho dificuldade de entender eu mesma e o que se passa nessa minha mente cheia, que transborda idéias, sonhos, ilusões, desejos, dúvidas e mais questionamentos. Pelo menos, coragem de expor todos meus vícios estou tendo. Quero neutralizá-los, e começarei com o vício de pensamentos corrosivos. Quem já teve pensamentos feios, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas? São doloridos e exaustivos, nos deixam cansados mentalmente e fisicamente, sugam nossas energias e nos levam, muitas vezes, a um estado emocional delicado. Assim, meu primeiro passo, em busca do meu encontro com Deus é dosar meus pensamentos, deixar entrar apenas poucas coisas e limpar, jogar fora, todos aquelas idéias destrutivas. Eu, apesar de agora tentar deixá-los de lado, perdôo a mim mesma por tê-los durante algumas boas horas da minha vida. Sei que não me tornarei santa, já que sou humana em todos os sentidos, mas quero me purificar, controlar minha mente e meu corpo. Vamos ao primeiro passo então, sempre que surgir algo indesejável pronunciarei silenciosamente: “Esse pensamento não vai entrar na minha mente, não, não, não…”.

Update: Em um dia tentando algumas milhões de vezes controlar minha mente vi que não é só uma etapa, ou um começo, e sim um exercício frequente, que irá me acompanhar em todos os dias da minha vida. Vida longa a ele! 😉

 

Raquel

Deus dentro de mim

Eu nunca procurei tanto uma consciência de mim como agora. Para isso, estou aos poucos estudando e me inserindo no mundo da fé. Quero muito encontrar com Deus e me refugiar nos seus ensinamentos e nessa paz entorpecedora. Sou contra qualquer tipo de fanatismo e também não tenho uma religião específica para seguir.  Tudo que eu quero é Deus. Deus dentro de mim. Cansei do meu ceticismo e egoísmo, da minha constante confusão mental, das dúvidas, ansiedades e incertezas. Para esse encontro com Deus, estou me infiltrando na meditação e na Yoga, e talvez, também, na escalada. Quero águas plácidas dentro de mim para assim poder me enxergar reluzente nas poucas ondas de um rio. Quero misturar meu sangue e vibrações com o canto do universo. Não quero mais debater comigo mesma, cheia de perguntas e ilusões. Quero a verdade, pura e terna. Só a verdade.

Namastê!

Um beijo, e coloquem minha vida em suas preces.

 

Raquel

Eu, Paul e a lua.

Meu relato do dia 21/11/2010. Show do Paul McCartney no Morumbi.

A espera:

Ao pisar em solos paulistas senti um clima irresistível. O aeroporto estava tomado por gente de todas as idades e crédulos, mas com algo em comum, os Beatles. Camisetas, tatuagens, cortes de cabelo e bagagens com referências aos garotos de Liverpool. Compartilhei meus sorrisos com todos os meus cúmplices, companheiros de Beatlemania, que iriam presenciar um espetáculo tão sonhado. Tudo parecia surreal e a ficha caia devagarzinho.

Enquanto estávamos a caminho do estádio, um filme passou em minha cabeça. Lembrei-me de todos os momentos em que as músicas dos Beatles estiveram presentes em minha vida. Por um momento me senti na década de 60, uma mocinha histérica de vestido rodado. Desejei ser ela por um momento e ver os Fab 4 cantar ao vivo. Voltando a minha realidade, o mais próximo que eu poderia chegar era ir a um show do Paul ou Ringo, ou os dois juntos. Emocionei-me ao me encontrar exatamente nessa situação, estava prestes a ver e ouvir o Sir. Paul cantar suas músicas para mim. Chorei baixinho, com poucas lágrimas, meio escondida, olhando a paisagem da metrópole.

A chegada tão esperada ao Morumbi foi incrível, uma multidão de Beatlemaníacos nos esperava. Filas enormes em caracóis, e aquele mesmo clima maravilhoso de cumplicidade. Todos ali com o mesmo propósito, mesmo sonho, mesma ansiedade e inquietação. Foi difícil encontrar o final da fila, e à medida que íamos andando em volta ao estádio mais encontrávamos pessoas emocionadas, deslumbradas, excitadas e sorridentes. Últimos da fila por um milésimo de segundo: estávamos a postos e prontos. Conheci pessoas adoráveis nesse momento. Não posso esquecer-me do casal divertido, com seus 30 e poucos anos, de Curitiba e pai e filho fanáticos de BH.

A fila andou, e todos vibraram. As horas dessa espera, por mais agradáveis que eram as companhias, estavam nos matando. Quatro horas para o início do espetáculo.

Quando entramos no estádio soltei gritos de alegria e corri para encontrar o lugar perfeito. Achado! Agora restou-nos uma nova espera, ainda mais agonizante. O tempo definitivamente não passava, cheguei a cogitar a hipótese de o relógio ter parado.

As horas se passaram, se arrastando. 9:30 da noite, e ansiedade tomou conta. Pulava incontrolavelmente, e estralava todas as juntas e ossos estraláveis do meu corpo.

Paul estava prestes a aparecer.

O show:

Antes de ouvir seu baixo em “Venus and Mars”, olhei para trás e vi milhares de cabecinhas, um batalhão de almas fascinadas por Bealtes. Pensei um pouco no poder que a maior banda de todos os tempos teve/tem/terá na vida das pessoas. Quantos apaixonados não ouviram “Love me do”, ou “All we need is Love”, e pensaram instantaneamente no amado/a. Quantas pessoas se emocionaram com Strawberry Fields forever” ou com a letra deslumbrante de “Tomorrow never knows”. E ainda, qual o número de jornadas transformadas ou que tiveram a trajetória desviada a partir de uma canção dos garotos de Liverpool. Não pude contabilizar essas minhas estatísticas, pois um Beatle entrou no palco nesse exato momento.

As luzes se acenderam e todos se exaltaram, gritamos em coro: We Love you, yeah, yeah, yeah. O show começou! Depois de “Venus and Mars”, veio “Jet”, onde abrimos a garganta como um alívio depois da grande espera: JET uuuuuuh! A primeira canção dos Bealtes foi “All My Loving”, onde a minha ficha caiu por completo, me emocionei pela primeira vez e dancei como nunca, lavando a alma, liberando aflições e mágoas de toda a minha vida. Vieram depois “Letting Go”, “Drive My Car”, “Highway” e “Let Me Roll It”. Até ai, já tinham aflorado diversos sentimentos únicos em mim. Olhei para o Paul e enxerguei alguém íntimo, que sabia de todos os meus segredos.

Paul foi ao seu piano e começou a linda e chorosa “The Long And Winding Road”. Um homem com seus 25 anos de idade a minha frente olha para o amigo, o abraça e diz entre lágrimas: “Cara, eu nunca chorei tanto na minha vida”. O Morumbi já estava dominado, 64 mil almas em festa. “Nineteen Hundred and Eighty Five”, “Let ‘Em In”, “My Love” (Essa música eu escrevi para minha gatinha Linda, mas hoje vai para todos os namorados, disse ele em um português louvável), “I’ve Just Seen A Face”, “And I Love Her” vieram logo em seguida. Paul tentava comunicar em português conosco, até dizer: “Esta noite eu vou falar português. Mas vou falar mais inglês.” Sempre bem humorado e carinhoso com o público.

A música que me marcou profundamente foi a próxima e dessa vez não me contive. Em “Blackbird” chorei igual uma criança, soluçava e tentava cantar junto com ele, mas a voz estava travada. Nessa hora recebi um abraço de uma recém conhecida do Rio, talvez foi a música que mais me emocionou. O choro continuou com a homenagem ao John em “Here Today”, aquela frase: “And If I say, I really loved you and was glad you came along” é de deixar qualquer um derretido.

Para enxugar um pouco as lágrimas do público Paul começou a baladinha gostosa em “Dance Tonight”. E sim Paul, “Everybody gonna feel alright tonight”. Depois veio a linda “Mrs Vandebilt”. Sir. Paul voltou a mexer com o estoque de lágrimas em “Eleanor Rigby” e posteriormente, no segundo momento mais emocionante para mim, em “Something”. Ver as fotos de George jovem, saudável no telão ao som de uma das músicas mais belas, cantada agora por Paul… tem que ter o coração forte. Com a frase “Beautiful man, beautiful soul” ele termina uma homenagem linda. Com lágrimas e um sorriso maravilhado meu corpo inundou uma explosão de sentidos, me senti no céu.

“Sing The Changes”, “Band on the Run”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Back In The USSR”, “I’ve Got A Feeling”, “Paperback Writer” vieram depois para extravasar meu corpo e espírito. Uma montanha russa de emoções.

“A Day In The Life / Give Peace A Chance” foi um momento especial. Todos começaram a soprar seus balões brancos. Erguidos, vestindo um Morumbi lotado. Ele diz: “Yeah, All we are saying is give Peace a chance, with white balloons, you are beautiful, you are something else”. Foi sublime.

“Let It Be” veio para deixar todos os corações ainda mais apaixonados. Depois “Live And Let Die” cheia de fogos e efeitos, muito especial.
“Hey Jude” tremeu todo o estádio. Todos sincronizados: na nananana Heey Jude, fantástico!

Paul apresentou a “minha banda fantástica” para todos nós e depois deu um tchauzinho. Não demorou muito e todos em coro diziam:  I dont know why you say goodbye, I say hello. O Sir. Paul voltou logo após as aclamações com “Day Tripper”, “Lady Madonna” e “Get Back”.

Mais um tchauzinho. Mas já sabíamos que ele iria voltar, claro. Trouxe para nós mais um momento de emoção com “Yesterday”, todos em minha volta derramaram lágrimas.

Ele estremeceu todos, ainda, com “Helter Skelter” e finalizou minha experiência mais incrível de vida com “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e “The End”. Ele se despediu fechando os olhos e fazendo uma onomatopéia de sono e com um ronco, “roooonc”.

Pronto, acabou-se o que era doce.

Depois:

Fomos embora, e ai que sentimos as dores no corpo. A mochila estava pesada e os pés não cabiam mais nos tênis. Na volta conhecemos um moço de Honduras, sim Honduras.

Chegamos ao aeroporto por volta das 2 horas da manhã. Eu estava anestesiada, e não conseguia pensar em muitas coisas. Deitei no chão do aeroporto, com minha mochila como travesseiro e tentei dormir, um pouco em vão. O que era realidade e sonho se misturaram em minha mente, estava confusa.

Esperamos, aéreos, o vôo de volta. Antes do embarque chorei muito. A depressão pós Paul tinha chegado em mim.

Foi tudo tão perfeito. Melhor dia, sem dúvida, de toda a minha jovem existência. Ficou marcado em mim, nos meus filhos (que ainda nem existem) e estará registrado para o sempre. Obrigada, mais uma vez, meu Deus.

 

Raquel

Sabe o que eu quero também?

Colocar meu lado “revolucionário” a tona. No sentido de revolucionar não só o que está em minha volta, mas eu mesma. Aquele lado que fica guardado dentro de mim, querendo sair a qualquer custo. Quero uma existência mais interessante, mesmo sabendo que ela será mais perigosa. Quero confusão e cursos de rios irregulares. Quero amores, e desamores também. Nada de convenção, tradição ou ordem. Quero arriscar.

Raquel

Cidade das Flores

Orquídeas no Bosque dos Buritis

 

Após vasculhar papéis amarelados na minha gaveta, lembrei-me que na 3 série ganhei um concurso de redação cujo tema era Goiânia. Tentei encontrá-la e reencontrar com a Goiânia que habitava minha mente ingênua de criança e compará-la com a cidade que está na minha visão crítica de adulto. Sem sucesso nas buscas, tive que sugar das minhas lembranças o texto. O título era “Cidade das Flores”. Não me recordo completamente do corpo do texto, mas sei que tratei principalmente das belezas naturais, dos canteiros coloridos de flores e via uma cidade utópica e perfeita.

Goiânia cresceu muito desde a minha primeira escrita sobre ela, mais de 10 anos se passaram. Hoje temos um transito às vezes caótico e que se congestiona em pleno final de semana. O número de carros só aumenta e demonstra um erro de gestão muito claro: péssimo transporte público (quem já andou no 020 às 6 horas da tarde sabe o que eu digo) e construção de viadutos como proposta de melhoria.

A cidade também está com um nível de desigualdade alarmante, a periferia e as cidades do entorno são deixadas de lado, mazeladas e desestruturadas.

Outro problema, que acredito que seja nacional, é a qualidade das escolas públicas. Professores despreparados e mal remunerados, escolas sem estruturas e alunos desmotivados.

Porém, o que me instigou a reescrever o texto da 3 série não foram os defeitos nela existentes. Apesar dos problemas, minha cidade é tremendamente amada.

Goiânia não é só pequi ou sertanejo, temos opções culturais satisfatórias, chorinho na sexta-feira, jazz no Goiânia Ouro aos sábados, cine cultura, passarinhos do cerrado, pubs charmosos e barzinhos lotados. Goiânia é rock, também.

O goianiense também é um povo bonito (as goianas tem boa fama lá fora), um mineirinho do centro do Brasil, que gosta de pão de queijo e fala “uai”. É bonito, mas muitas vezes cheios de si demais, convenhamos.

Mas, particularmente, de Goiânia, o que mais me atrai são aqueles parques, que volta e meia cito-os aqui. É uma simplicidade gratuita. Nossos parques não são só bonitos, mas eficientes na melhoria da qualidade de vida. Ar mais puro e pores-do-sol mesclados em árvores e refletidos nas águas dos lagos.

Adoro andar na grama verde e ler à sombra de uma árvore frondosa. Enche-me de paz contemplar os lagos brilhantes e os macaquinhos saltitantes. Ao entardecer o céu fica azul escuro e as luzes acendem, deixando o verde das árvores com uma iluminação alaranjada. Podemos perceber como foi o dia das pessoas apenas pelas suas feições. Mães passam com calma segurando sacolas de compra em uma mão e o filho na outra. Alunos andam em grupo com suas mochilas debaixo do braço. Os engravatados passam já com a gravata solta e o paletó no ombro. Alguns sentam na grama para tomar sorvete ou beber chopp. Seres humanos cansados buscando refúgio e natureza

Goiânia é o tipo de cidade em que uma flor consegue brotar em lugares inóspitos. A “cidade das flores” é mesmo de deixar qualquer criança ou adulto apaixonado por ela.

 

Raquel

 

The Sound of Silence (Simon & Garfunkel)

O Som do Silêncio


Olá escuridão, minha velha amiga

Eu vim para conversar contigo novamente

Por causa de uma visão que se aproxima suavemente

Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo

E a visão que foi plantada em meu cérebro

Ainda permanece

Entre o som do silêncio

Em sonhos agitados eu caminho só

Em ruas estreitas de paralelepípedos

Sob a auréola de uma lamparina de rua

Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade

Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon

Que rachou a noite

E tocou o som do silêncio

E na luz nua eu vi

Dez mil pessoas talvez mais

Pessoas conversando sem falar

Pessoas ouvindo sem escutar

Pessoas escrevendo canções que vozes jamais compartilharam

Ninguém ousou

Perturbar o som do silêncio

“Tolos,” eu disse, “vocês não sabem”

O silêncio como um câncer que cresce

Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar

Tomem meus braços que eu posso lhes estender”

Mas minhas palavras

Como silenciosas gotas de chuva caíram

E ecoaram no poço do silêncio

E as pessoas curvaram-se e rezaram

Ao Deus de néon que elas criaram

E um sinal faiscou o seu aviso

Nas palavras que estavam se formando

E o sinal disse, “As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô

E corredores de habitações”

E sussurraram no som do silêncio

Raquel

Meu filho

Não tenho uma resposta racional para os comentários que irei pronunciar, apenas aconteceu e é um sentimento, talvez, evolutivo e natural. Apesar de tentar evitar pensar no futuro e passado ultimamente, deixei que essas divagações sobre esse assunto viessem, sem me preocupar.

Surgiu em mim, sem querer, um instinto maternal intenso. Quero ter um filho. Não que o querer signifique que eu venha a ter um filho, já que é completamente inviável tê-lo na minha idade, situação financeira, maturidade e, claro, sem um pai.

Escolhi seu nome (para os dois sexos) e os possíveis apelidos carinhosos. E desde que esse sentimento apareceu tenho feito planos sobre a criação, e pensado no amor incondicional que brotará no meu peito.

Serei uma mamãe babona, mas não neurótica, eu acho. Meu filho tem que ralar muito o joelho e ter uma cicatriz de uma queda cabulosa pra contar, quando mais velho, com sorrisos do acontecimento aos amigos. Meu filho vai andar de bicicleta comigo, desde quando ainda precisar de rodinhas para o equilíbrio. Ele vai assistir aos filmes da pixar, quantas vezes ele tiver interesse. Meu filho vai andar descalça em casa, e sujar a roupa com molho de macarrão. Vai usar jaquetinha de couro + moicano de gel no cabelo + AllStar pra ir no shopping tomar sorvete e se lambuzar, junto comigo, com a delícia gelada. Se for menina vai usar vestidinhos de criança, não aquelas mini-saias ou barrigas de fora, além de usar cabelinho curto Chanel e franjinha. Vai ouvir os clássicos do rock desde os 9 meses na barriga da mamãe, vai dançar ao som de Palavra Cantada e vai escutar música clássica suave pra dormir. Ele vai ter uma parede no quarto pra pintar e bordar, com todas as cores e idéias que ele imaginar. Meu filho vai fazer natação, mesmo que ele não queira, já que é um esporte muito importante no desenvolvimento da criança. Vai ter muito contato com a natureza e vai tirar leite da vaca, pelo menos uma vez antes dos 10 anos. Meu filho vai ser muito amado. Mas além de tudo isso, quero que ele seja muito feliz e que sejamos muito amigos.

Pode parecer louco pensar nisso tudo… Mas fui/sou muito amada e tive uma infância feliz, e agora, daqui a alguns anos, quero muito amar e viver novamente a infância por outro ângulo.

 

Que assim seja!

 

Raquel