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Você irá descobrir

Do Filme “Encontros e Desencontros” (Lost in Translation – 2003)

– Estou estagnada. Fica mais fácil?
– Não… Sim, fica mais fácil.
– É? Olhe só pra você.
– Obrigado. Quanto mais você sabe quem é e o que quer, menos deixa que as coisas o perturbem.
– Só que eu não sei o que tenho que ser. Tentei ser escritora, mas detesto o que escrevo. Tentei tirar fotos, mas todas ficam medíocres. Toda garota passa pela fase da fotografia, como a fase dos cavalos. Tirar fotos idiotas do próprio pé.
– Você irá descobrir. Não me preocupo com você. Continue escrevendo.
– Mas não sou nada de mais.
– Isso já é bom.

meus próprios pés

Raquel

Filmes de ter – Harold and Maude (1971)

Normalmente um filme nos atrai primeiramente pelo roteiro ou talvez pelo diretor bem sucedido ou atores famosos. Harold and Maude ou Ensina-me a Viver (1971) me instigou pela trilha sonora. A trilha primorosa do mestre Cat Stevens me deixou um tanto curiosa, e me fiz uma pergunta inquietante: Qual história estaria por trás dos acordes singelos e das letras delicadas desse meu cantor preferido? Eu sabia que ao som de Cat Stevens tudo é bonito, e só corroborei minha certeza com esse belíssimo filme. Com a música Don`t Be Shy, adentramos a história de Harold, um jovem tímido, solitário, triste e obcecado pela morte. Tudo em sua vida não tinha mais sentido até conhecer Maude, uma senhora interessante, alegre, corajosa, e que vive a vida intensamente. Maude o ensina os segredos da felicidade, carinho e amor. Um encontro incomum, mas intenso e encantador. O filme é divertido, romântico e verdadeiro. Gostoso de ouvir e sentir, todos meus sentidos foram aguçados…Belo, Belo… A única coisa que me restou após me inebriar com esse filme foi ouvir Cat Stevens e relembrar os conselhos generosos de Maude.

Deixo a tradução de uma música importante pra mim, e que é cantada por Maude em um certo momento: If You want to sing out, sing out.

Se você quer cantar, cante.

Bem, se você quer cantar, cante

E se você quer ser livre, seja

Porque existem muitas coisas pra ser

Você sabe que sim

E se você quer viver pra cima, viva

E se você quer viver pra baixo, viva

Poque existem muitos caminhos pra ir

Você sabe que sim

Você pode fazer o que quer

A oportunidade está aí

E você pode encontrar um novo caminhos

Pode fazer isso hoje

Fazer com que tudo seja verdadeiro

Fazer com que seja desfeito

Você vê ah ah ah

É fácil ah ah ah

Você só tem que querer

Bem, se você quer dizer sim, diga

E se você quer dizer não, diga

Porque existem muitos caminhos pra ir

Você sabe que sim

E se você quer ser eu, seja

E se você quer ser você, seja

Porque existem muitas coisas pra se fazer

Você sabe que sim

Bem, se você quer cantar, cante

E se você quer ser livre, seja

Porque existem muitas coisas pra ser

Você sabe que sim

Você sabe que sim

Você sabe que sim

Você sabe que sim

Raquel

Toy Story 3

Volta e meia escrevo algo sobre nostalgia, talvez porque eu seja uma pessoa nostálgica, né? rs. Toy Story cresceu junto comigo, os dois primeiros filmes foram marcas de um tempo cor de rosa, em que a magia se fazia sempre presente. Sou suspeita para falar de infância, pois tive uma completa e sublime. Assim, não teria como classificar o novo longa da Pixar, Toy Story 3, com outra palavra a não ser: nostálgico. Se reencontrar com todos aqueles personagens, que fizeram parte de um período tão lindo da minha vida, foi de fato emocionante. Do inicio ao fim fiquei com a garganta travada, e não foram poucas as vezes em que as lágrimas apareceram. Talvez não chorasse tanto se o filme não tratasse exatamente do tema: infância e o “crescer”. Andy, assim como eu, cresceu, e está no final de uma fase de transição da vida, deixando a infância para trás. Porém, o que fazer com aqueles velhos brinquedos tão importantes? E lembre-se, não estou falando de meros brinquedos, estou falando dos amigos Woody, Buzz, Sr. e Sra. Cabeça de Batata, Slinky, Porquinho, Jessie, Bala no Alvo… Brinquedos com corações enormes, e mais humanos que muita gente por ai. Assim começa o longa que é, para mim, um dos melhores já feitos. Atrevo-me a classificar o filme com outras palavras: Lindo, divertido, singelo, assustador, delicioso, mágico, encantador. Com isso sentimos novamente uma dorzinha de saudade, a dor do crescer. Dói, mas é inevitável. Ainda bem que surgem obras primas como essa, para nos lembrar sempre dos melhores momentos de nossas vidas.

Raquel

Amanhecer e Pôr-do-sol

Muitas vezes titubeamos ao falar de um sentimento nobre, o amor.   Aquela frase “ Eu te amo“ é tão simples e pura, que não convém explicações. Basta amar. Mas falar de amor não é tão fácil assim. Viver o  amor é lidar com as diferenças nas escalas de sentimento do casal, é entender os extremos, as dificuldades, e ter a consciência de que a perfeição não acontece, mas almas gêmeas sim.

Before Sunset

Existem muitos filmes que falam desse sentimento universal, mas são poucos que contam uma história possível de se viver.  Eu confesso que até gosto do romantismo idealizado no cinema, aqueles melosos mesmo e aprecio quase todos os filmes de amor, mas na verdade são raros os filmes que me envolvem e ficam marcados pra sempre em minha memória. Aqueles que de alguma forma me fizeram pensar e acrescentaram algo em mim estão no topo da minha listinha de prediletos. Dois presentes nessa minha famigerada lista são: Antes do Amanhecer (Before Sunrise, 1995) e sua continuação: Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset, 2004). As duas narrativas mostram de uma forma tão simples, verdadeira, real e cativante o nascimento do amor, através de uma sintonia incomum e mágica. Diferente de muitos outros filmes de amor, esses retratam a realidade em todo o decorrer da trama, centrados nos diálogos pertinentes e envolventes do casal, a francesa Céline (Julie Delpy) e o americano Jesse (Ethan Hawke), nas belas paisagens européias. Dois filmes delicados e puros que merecem serem contemplados muitas e muitas vezes. Deixo uma cena que me marcou, onde as palavras não se fazem necessárias.


P.s: As trilhas sonoras são lindíssimas.

Raquel

The Wizard of Oz (1939)

 

surpresas_oz

O Mágico de OZ foi um dos primeiros filmes que marcaram minha vida. O encontro foi aos meus 7 anos, na escola Chapeuzinho Vermelho.  Lembro-me quando a professora avisou sobre o filme, que seria passado na aula do dia seguinte. Aguardei ansiosa a sessão, pois esses momentos eram os meus preferidos.  No dia esperado assustei quando vi a tela em preto e branco, mas me surpreendi quando tudo ficou colorido. Fiquei encantada com a atmosfera mágica, com a fantasia, com a trilha sonora, com a história, com o mundo de OZ. Desde então não me esqueço daquele dia, nem dos sentimentos que surgiram ao entrar naquele universo.

 

Raquel