Sinto muito em me dizer, sou um ser indeciso, incoerente e confuso. Mudo meus pensamentos com mais freqüência do que troco de roupa, me corrompo através de minhas dúvidas. Parodiando “The Cure“, segunda-feira a tal terça-feira à quinta a fulana, sexta e sábado a ciclana e  domingo nem sei mais quem eu sou.  Às vezes imagino que tudo pode ser uma fase, tangenciando por vários hemisférios, me incendiando por inúmeros objetivos e ideais controvérsios.


Acho que muito do que sou é baseado em melancolia e sonhos incalculáveis. Tudo se resumindo em tentativas de alguém que quer ser alguém. Não sei se esses meus devaneios podem me considerar uma mulher complexa, pois apesar de muitas idéias, todas elas ficam na tensa espera por serem aprofundadas, e estraçalhadas em todas suas possibilidades.


Mas o maior problema não é essa superficialidade, a questão se constrói a partir do momento que esse comportamento me atrapalha, e um vazio vem ao meu encontro.


Acredito que o suporte e preenchimento dos meus buracos internos venham mesmo com a maturidade e o tempo. Assim espero, pois essa incoerência e o vazio deixam-me frequentemente atordoada e chateada com aquela que almeja ser alguém.


Raquel