Archive for outubro \18\UTC 2009

Nem tudo que brilha é ouro

ou melhor, nem tudo que é ouro brilha!

Raquel

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Eu, Por Cecília Meireles

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Noções

Entre mim e mim, há vastidões bastantes
para a navegação dos meus desejos afligidos.

Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge.

Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.

Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a.
Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,
e este abandono para além da felicidade e da beleza.

Ó meu Deus, isto é minha alma:
qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário,
como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera…

Cecília Meireles

Raquel

Entre lágrimas e suspiros

Entre lágrimas e suspiros

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Lágrimas frequentemente aparecem em minha face. Elas contêm a mais pura essência do meu ser. Entro em contato com essas gotas de sentimento quando elas escorrem e atravessam meu corpo em direção ao meu coração. Diferente de muitas pessoas, eu gosto de chorar. Com elas saem diversas coisas travadas na garganta, desejos, tristezas, anseios, dúvidas… Com o choro sinto os sabores ácidos das lágrimas acariciarem meus lábios, os sabores das angústias, mágoas e tristezas saírem do meu corpo, daqui de dentro. Depois de um tempo entre lágrimas e suspiros os sabores se neutralizam, meu corpo e minha alma ficam leves e flutuam sobre o chão. Sinto-me limpa e revitalizada, purificada e em paz. Apesar de ainda restarem muitos resquícios dos sentimentos que aqui habitavam, muito deles se foi entre as lágrimas e suspiros.

Raquel

Lembranças de infância

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Sempre me deparo recordando de momentos diversos que formaram quem eu sou hoje. Uma infância feliz, de brincar de pique – esconde, pique – fruta ( e os outros piques da vida ), tocar a campainha do vizinho e sair correndo, andar de bicicleta na pracinha até a mamãe cansar de chamar pra entrar e me levar pela orelha pra dentro de casa,  subir nas árvores do quintal e ficar lendo livros no decorrer da tarde até o sol se esconder,  correr atrás da Priscila ( minha cachorrinha ) quando ela fugia na mínima abertura do portão,  pular corda, tomar chá mate assistindo televisão, deitar no chão do quintal e ver as estrelas e a lua até o sono aparecer, sonhar com um futuro próximo, acariciar as mãos enrrugadas de minha avó,  sentir o cafuné gostoso de minha mãe e avó no finalzinho da tarde, voltar da escola com o tio Ronaldo, assitir os programas da TV cultura, escrever, ser feliz de uma forma única. Momentos que a nostalgia toma conta, uma viagem ao tempo com saudade e felicidade.


Raquel

A felicidade só é verdadeira quando compartilhada!

Simples assim…

Raquel

O melhor do mundo são as crianças!

Sinceras, verdadeiras, alegres e puras… Com aquele sorriso de paz e de verdade, um sorriso de criança sempre me deixa feliz! É incompreensível aqueles que maltratam de alguma forma esses seres de Deus. Ontem foi o dia dessas criaturinhas e deixo uma música linda que marcou minha infância, o melhor período da minha vida.

AquarelaToquinho e Vinícius de Moraes


Raquel

Viagem ao novo, in a sweet road

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Entro no carro, abro as janelas e ligo o som. Algumas músicas combinam bem com uma boa viagem. Escolhida a trilha sonora, Eddie Vedder, a qual sempre me provoca sentimentos únicos. O carro se move e as árvores o acompanham. Meus cabelos longos e negros balançam conforme a sintonia do vento que entra pela janela. Uma porção de paisagens belas surgem, árvores altas, flores secas, céu de algodão doce e um sol iluminando tudo isso. Uma viagem solitária sem destino, onde a beleza é o meu guia, estou só, porém preenchida de sentimentos gostosos.  Confesso que uma companhia cairia bem, mas prossigo minha viagem com os olhos  no infinito. Avisto um lago pequeno na beira da estrada e estaciono logo ali, sob a sombra de uma mangueira cheia de frutos suculentos. Passeio por aquele pedacinho de natureza, intacta e perfeita. O sol nas minhas costas me guia durante o caminho, até voltar ao lugar de origem. Entro no carro com a imagem daquela especial caminhada. Sigo minha viagem e procuro outro cantinho sem muitas influências humanas. Após algum tempo, vejo e sinto o cheiro doce de uma chuva de flores brancas e delicadas vindo em minha direção. Paro novamente na beira da estrada, saio do carro, e abro os braços para me inebriar com as flores roçando nas partes do meu corpo e infiltrando seus aromas em minha memória. Sinto que minha missão naquele dia foi cumprida, procuro o próximo retorno e volto para casa. Viagens desconhecidas a lugares novos são sempre bem vindas. Quero me encantar mais vezes, verificar por mim mesma as belezas dessa Terra e suas surpresas ocultas. Quero  saborear sons, cheiros, livros, arte, natureza e principalemte pessoas. Quero ver e viver o novo, e de novo e de novo!


Raquel