Archive for junho \30\UTC 2009

Te ofereço paz

mandala

 

Em um dos encontros de Educação Ambiental fizemos um exercício muito valioso. Duas pessoas, frente a frente e olhos nos olhos, repetindo com palavras do coração o poema abaixo. Ao olhar nos olhos enxerga-se uma alma carente dos dizeres do poema. Uma energia une os dois indivíduos, e a paz reina nesse ambiente.

 

 TE OFEREÇO PAZ

Composição: Válter Pini

 

Te ofereço paz

Te ofereço amor

Te ofereço amizade.

Ouço tuas necessidades,

Vejo a tua beleza,

Sinto os teus sentimentos.

A minha sabedoria flui

De uma fonte superior

E reconheço essa Fonte em ti

Trabalhemos juntos

Caminhemos juntos.

 

Raquel

Anúncios

Eu e o luar

...

 

O sol já foi dormir e a lua apareceu iluminando o escuro da noite. Estou sentada num canto entre duas paredes do meu quarto, com os olhos a fitar a imagem na janela. O brilho da lua está refletido no meu olhar, deixando-o cor de prata. Um silêncio momentâneo paira sobre o ar, mas logo alguns passarinhos surgem cantando uma sintonia em celebração ao anoitecer. Sinto a temperatura esfriar e na falta de alguém para compartilhar o calor dos corpos acho algo, uma blusa vermelha desbotada. Volto ao meu cantinho, agora aquecida. Vejo-me só, e um vazio aparece sem aviso. Uma solidão necessária, um encontro surpresa comigo mesma. Procuro preencher os espaços dentro de mim com meus sentimentos, valores, sonhos, desejos e propósitos… Levanto-me pensativa e encosto meu queixo em uma das grades da janela. Um cheirinho de chuva chega para aquecer meus sentidos e anunciar uma noite saborosa. Deito em minha cama por debaixo de algumas cobertas, abro um livro e escuto o barulho da chuva. Nada melhor do que ler ao som da natureza. Após 30 páginas o sono toma conta e adormeço aconchegada em uma das nuvens do céu daquela noite.

 

Raquel

Parque dos sentidos

Parque Areião e seu anfiteatro de bambuzais em um dia de espetáculo

parque areiao

 

São 8:00 horas da manhã, pela minha janela o céu tem um tom azul claro e o sol já irradia sua luz com toda intensidade. Um desejo surge e saio às pressas para não perder muito tempo da beleza do meu dia.  Chego a um parque próximo a minha casa e na entrada já sou recebida com o bater ofegante das asas de uma linda borboleta amarela. Instantaneamente um sorriso verdadeiro aparece em meus lábios e me leva ao encontro da natureza daquele lugar. Fecho os olhos e sinto minha respiração se diluir no suspiro do vento nas árvores floridas. O cheiro das flores inebria minha alma e me deixa inconsciente, ao ponto de cair num monte de folhas secas. Permaneço estática apenas contemplando a vida nas suas variadas e perfeitas formas. Muitas surpresas aparecem: a família de formigas seguindo um caminho preciso, o pouso das folhas sobre a terra vermelha… Retiro os sapatos, solto os cabelos e caminho até um laguinho escondido. As águas estão calmas a principio, mas logo vejo uma porção de peixes pequeninos tremulando a calmaria, possivelmente ficaram assustados com o barulho dos meus pés sobre os galhos secos. Fixo meus olhos sobre as escamas douradas de sol, e para não causar mais transtornos aos animaizinhos saio cuidadosamente, verificando onde estou a pisar. Sigo tranqüila pelos caminhos de folhas e galhos até um anfiteatro vazio, cercado por bambuzais. Deitada em um banquinho da platéia observo o teto de copas de árvores e acabo adormecendo. Tenho certeza que tive sonhos belos, mas o susto ao acordar fez com que eles sumissem naquele espaço de paz. Já passou um pouco da hora de voltar para casa, saio contente por ter presenciado tanta beleza, serenidade, e ter aproveitado minha manhã de uma forma tão plena e cheia de vida.

 

Raquel

The Wizard of Oz (1939)

 

surpresas_oz

O Mágico de OZ foi um dos primeiros filmes que marcaram minha vida. O encontro foi aos meus 7 anos, na escola Chapeuzinho Vermelho.  Lembro-me quando a professora avisou sobre o filme, que seria passado na aula do dia seguinte. Aguardei ansiosa a sessão, pois esses momentos eram os meus preferidos.  No dia esperado assustei quando vi a tela em preto e branco, mas me surpreendi quando tudo ficou colorido. Fiquei encantada com a atmosfera mágica, com a fantasia, com a trilha sonora, com a história, com o mundo de OZ. Desde então não me esqueço daquele dia, nem dos sentimentos que surgiram ao entrar naquele universo.

 

Raquel

Caixinha de Músicas – Palavra Cantada

         Palavra Cantada

criança

Palavra Cantada é um grupo que encanta crianças e adultos com sua forma poética, lúdica, divertida, harmoniosa e carinhosa de escrever e cantar suas canções. Suas músicas fizeram parte da minha infância e faz parte hoje da minha vida. Entrar no mundo infantil a partir da criatividade desse grupo é uma nostalgia diferente e gostosa.

Uma das minhas preferidas:

Criança não trabalha

Composição: Arnaldo Antunes / Paulo Tatit

 

Lápis, caderno, chiclete, peão
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria,
Tambor, gritaria, jardim, confusão

Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar,
Pula sela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia,
Pirata, baleia, manteiga no pão

Giz, merthiolate, band aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca,
Botão. pega-pega, papel papelão

Criança não trabalha
Criança dá trabalho
Criança não trabalha

1, 2 feijão com arroz
3, 4 feijão no prato
5, 6 tudo outra vez

Raquel

Verdade, Simplicidade e Amor

A Terra: o meu Corpo

A Água: meu Sangue

O Ar: meu alento

E o Fogo meu Espírito

Verdade, Simplicidade e Amor

Poema cantado em um curso de Educação Ambiental

Raquel

Você já fez a diferença na vida de alguém hoje?

 

...

 

Alguns gestos simples e que não custam nada podem mudar o dia de alguém. Uma palavra amiga, um sorriso, um toque, um abraço, um olhar. Detalhes especiais que afagam a alma e acariciam o coração. Vamos escolher juntos o seu próximo alvo, quem você vai compartilhar um ato acolhedor. Bem, pode ser um desconhecido: o velhinho simpático que atravessou a rua, a senhora triste sentada no banco da praça, o carteiro apressado, o mendigo e seu cão companheiro, a criança emburrada na porta da escola. Ou alguém que já faz parte da sua vida: o amigo desconsolado, o amigo feliz, a mãe sonolenta, a avó pensativa…

Agora é só colocar em prática!

Raquel